Parque Hotel Pimonte, São Francisco de Paula

Fevereiro – Parque Hotel Pimonte, em São Francisco de Paula

Neste mês, além de ter viajado com a minha irmã, também compartilho com ela este texto. Fomos nós, meu cunhado e meus sobrinhos Miguel e Rafael para o Parque Hotel Pimonte,  localizado em São Francisco de Paula, cidade vizinha de Oliveira. Apesar de ter ficado lá só dois dias, enquanto minha família permaneceu por três, pude aproveitar cada minuto. Estar ao lado de pessoas que amo em um lugar lindo, é claro, contribuiu pra isso.

Miguel e Rafa curtindo a vista
Mig e Rafa curtindo a vista. O tempo chegou a ficar nublado, o que não atrapalhou o passeio, pois corríamos pra piscina quente

O parque funciona com sistemas de reservas ou visitas em um único dia. Para ficar lá sábado e domingo, paguei R$ 265, enquanto minha família desembolsou R$ 1.040 por três dias. Achei o preço justíssimo, visto o custo-benefício. Estão incluídos no pacote o café da manhã, o almoço e o jantar. E que refeições! Todas com comida farta, variada e à vontade. As bebidas são consumidas à parte, e os preços são salgadinhos. A água, por exemplo, é servida a R$ 3,30, enquanto a latinha de cerveja a R$ 5,40. Se você quiser ir fazer a visita no parque, vai pagar R$ 40 pela refeição do adulto e R$ 25 pela comida da criança. A melhor opção, portanto, é comprar um pacote, já que este inclui acesso a praticamente todos os atrativos oferecidos pelo parque.

E que atrativos! Um deles é a piscina de águas quentes, que possui espécies de banheiras de hidromassagem. Depois que se entra lá, é impossível querer sair. Uma delícia! O local ainda tem sauna, pra quem curte. Agora, bom mesmo é surfar na piscina de ondas. De tempos em tempos, um sistema é ligado na piscina, que tem três profundidades, pra que você se sinta no mar. No parque, ainda tem uma cachoeira, que pode ser acessada por uma espécie de passarela e que deságua num rio de baixa profundidade, mas que estava extremamente escuro por conta do lamaçal provocado pelas chuvas.

DSC01339
Abaixo desta escada há uma passarela onde você pode curtir as quedas d’água

A organização e a limpeza do parque também me chamaram atenção. Estava tudo alinhado! Toda a extensão do hotel estava limpa, e a sensação que tive é que você nunca vai passar aperto lá. Tem enfermaria, berçário, uma cozinha própria para mamães e papais prepararem alimentos para os seus filhos, e até agulha, linha e botão, caso você se acidente com a roupa. Só sei que saí de lá querendo ficar. É um passeio que recomendo sem restrições de idade e especialmente para ser feito em família.

Agora, passo a palavra pra minha irmã, Luciara,  que relata a experiência por lá:)

O nome – Já pelo nome comecei a simpatizar com aquele que seria o destino de nossa tão esperada viagem de férias. Quando estávamos à procura de um lugar e Fernando, meu marido, me falou do Parque Hotel Pimonte, logo me vieram à mente, ao mesmo tempo, um reconhecimento e um estranhamento: esse nome corresponde a uma região da Itália, mas não seria Piemonte? Ao fazer uma pesquisa no Google, vi que a grande maioria das referências a essa localidade (inclusive o site oficial da região) registrava a segunda forma. Encontrei poucas ocorrências de Pimonte além das que diziam respeito ao próprio parque, fundado, como viríamos a descobrir depois, pelo empresário italiano (e piemontês) Giuseppe Tropi Somma. Assim, imagino que haja uma variação entre as duas formas, com predominância daquela com “ie” (se alguém tiver mais informações sobre isso, por favor, me avise).

DSC01347.JPG
Momentos antes de pegar um trem que circula pelo parque

Reflexões linguísticas à parte, a origem italiana do espaço pode ser percebida em vários pontos, como na “Villa dei Pimontesi”, onde ficamos hospedados; no “Positano”, o grande e belo restaurante em que pudemos apreciar iguarias tipicamente italianas; na “Boccia” (Bocha), um dos muitos atrativos; nas bandeiras italiana e piemontesa hasteadas na entrada do parque; na “Famiglia Sapolina”, um conjunto de esculturas de sapinhos que, por meio de uma placa, agradecem a quem passa por ali: “Grazie per la visita”; e em muitos outros detalhes. Estar em um ambiente que nos remete a um país tão rico culturalmente como a Itália certamente foi um dos aspectos que mais me agradaram.

Para as crianças – Evidentemente, ao planejarmos uma viagem como essa, pensamos primeiramente no Miguel e no Rafael, pois queríamos que eles pudessem fazer conosco um passeio diferente e que lhes proporcionasse (e também a nós) muitos momentos de alegria. E agora vejo que a escolha não poderia ter sido melhor. No Pimonte, além das atrações que são compartilhadas com os adultos (como as piscinas), há muitos espaços específicos para os pequenos, que foram muito bem aproveitados pelos meninos. Tem o Play Point, com piscina de bolinhas, pula-pulas, carrossel, playground; o Trenzinho, que dá uma volta pelo parque a fim de que os visitantes conheçam toda a área (o Miguel é simplesmente fascinado por trens, então esse foi um dos que ele mais curtiu); o Baby Play, com brinquedinhos que interessaram até aos dois, não tão babies assim; uma minicasa bem arrumadinha, com fogão, pia, micro-ondas, muitas panelinhas, tábua de passar roupa, sofá, cama, onde as crianças (e também os adultos) podem entrar e brincar (o Rafael amou essa casinha).

DSC01335.JPG
Todo canto do parque é decorado. Ali no fundo, por exemplo, há uma varanda acima do rio

Uma coisa que achei bem legal foi o Parque da Ciência, com demonstrações de vários princípios da física (principalmente) em experimentos e equipamentos que chamam atenção, como a roda d’água, o monjolo, a cama de pregos e o Vamos Cochichar?, que consiste em duas antenas parabólicas viradas uma para a outra, a uma distância de cerca de 100 m, para permitir que duas pessoas se comuniquem perfeitamente (é sensacional). Ah! tem também um foguete – uma bomba acoplada a uma mangueira, e esta a uma rolha, que, com um pouco de água, faz uma garrafa PET subir a mais de 50 m (!). O Parque da Ciência foi pensado para estudantes em grupos que visitam o parque, com o intuito de servir de suporte para os professores, mas é claro que os hóspedes também podem relembrar ou adquirir, de forma bastante lúdica, conhecimentos envolvidos em fenômenos do dia a dia.
Primeiras vezes – A viagem ao Pimonte marcou a primeira vez de algumas experiências inacreditavelmente inéditas para mim até então: a primeira vez em que andei de carrinho bate-bate (sim, é verdade); a primeira vez em que entrei numa sauna (é sério, não estou mentindo) e numa piscina de água quente; a primeira vez em que joguei boliche (não, nunca fui no Del Rey pra tentar acertar os pinos com a bola pesada de três furos). E adivinhem? Eu me diverti pra valer com essas coisas, assim como no carro de madeira com o Miguel, no pingue-pongue com o Fernando, na casinha de boneca (alguém tinha que ir com o Rafinha, né?), na piscina de ondas com a Laura. E experimentei tudo isso tão perto do verde, do ar puro, de águas em abundância (das piscinas e do rio). Ao lado dos meus filhos, do meu marido e da minha irmã, me permiti tornar-me criança novamente e, por alguns momentos, deixei de lado as preocupações, os problemas, os cansaços para apenas sentir, gargalhar, respirar, contemplar, ser. Com a alma mais leve, o ânimo renovado, a mente mais tranquila, voltei para a vida real.

DSC01298.JPG
Piscina de ondas é o máximo! Estou no raso, mas ela é tem uma parte bem funda
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s