Mart’nália sambou com a sociedade!

Já na terceira música, praticamente toda a plateia estava próxima do palco. Na última, uma colombiana corajosa invadiu o palanque e deu um abraço na cantora. Foi dessa forma que Mart’nália, que cantou ontem (sábado) no Palácio das Artes, na turnê “Mart’nália Em Samba!, fez com que o público se sentisse em casa. “É um show pra todo mundo cantar junto”, lembrei-me dela falando por telefone na entrevista que me deu, na última quinta-feira.

Sou suspeita pra falar porque sou fã. Mas, ao ver as pessoas sambando, cantando e sorrindo ao som de sua música prova que a apresentação agradou e surpreendeu a maioria presente. Mart’nália deu um show de simpatia! A sua proximidade fez com que as pessoas se sentissem bem à vontade. Aos braços que se levantavam, ela retribuía com um aperto de mão; às pessoas que pediam selfie (inclusive eu), ela se agachava sem reclamar para o clique; à quem pedia um autógrafo, ela dava sua rubrica, seja num CD ou em algum papel improvisado. Tudo isso, sem parar de cantar um minuto.

"Minha pretinhosidade" Crédito: Daniel Bianchi
“Quero ver se você tem atitude” Crédito: Daniel Bianchi

Leia mais »

Anúncios

Thalles Roberto faz ode ao amor em “As Canções que Eu Canto Pra Ela”

Quem acompanha os passos de Thalles Roberto sabe que o cantor segue pelo caminho das entoações gospel. Em “As Canções Que Eu Canto Pra Ela” (Universal Music), porém,  o mineiro desvia  dessa trilha. É que ele produziu o álbum inteiramente dedicado à esposa, Daniela Campos. “Sempre cantei para um público cristão e, por isso, é um desafio falar sobre o amor entre homem e mulher para eles”, avalia.
O amor divino e o humano, porém, na opinião do artista, andam lado a lado. “É um álbum que fala sobre o amor familiar, aquele que é preciso para se criar os filhos e o de convivência”, destaca.
O convívio com a amada, a propósito, foi o que inspirou o cantor a tirar  do papel o trabalho, que tem 14 faixas autorais. “O disco traz, em forma de música, um pouco da nossa história, pois não retrata apenas o amor em um único momento, e sim durante todas as coisas que a gente viveu”, comenta.

Leia mais »

É preciso conhecer o vale dos mortos antes de fazer parte dele

Cemitério do Bonfim, necrópole mais antiga da capital, guarda histórias, segredos e, especialmente, um vasto número de obras de arte

cemiterio

Atualizado no dia 8 de agosto de 2015

“A gente mal nasce e começa a morrer.” A frase da canção “Sei Lá”, dos compositores Vinicius de Moraes e Toquinho, serve para pensar na linha tênue que existe entre viver e morrer. Tão clara aos olhos, o fim da vida é quase esquecido na sociedade ocidental. Falar de morte (credo! Bata três vezes na madeira) é quase assunto proibido. Inclusive, não é à toa que existem inúmeros jargões para amenizar o peso que essa palavra traz. “Vestir pijama de madeira”, “bater as botas”, “partir desta para melhor”, “virar presunto” e “comer grama pela raiz” são só alguns desses exemplos.

Se só falar nesse assunto já provoca arrepios, imagina fazer uma visita, rondar diversos túmulos e ainda ouvir histórias em um cemitério, especialmente se tratando do lendário Bonfim? Pois é… Mas a experiência, além de não vir revestida de medo massacrante, ainda é enriquecedora no que diz respeito à história da capital mineira.

Leia mais »

Todo amor de Jorge e Mateus

A pegada do oitavo disco da dupla Jorge e Mateus, “Os Anjos Cantam” (Som Livre), deixa claro para os amantes da música sertaneja que são eles próprios os seres celestiais descritos no título do trabalho. Afinal, em todas as faixas do álbum, os músicos exploram as nuances do amor romântico.
Os fãs da dupla, é claro, sabem muito bem que o romantismo sempre esteve na ponta da língua dos ídolos. Porém, no recém-lançado trabalho de estúdio, eles focaram exclusivamente o sentimento sublime. Por exemplo, na primeira faixa do disco, “31/12”, os músicos repetem incansavelmente a frase: “e por mais que eu queira: você não sai da minha cabeça”.
Em “Nocaute”, eles narram a triste história da pessoa que foi à lona por causa de uma paixão desenfreada. Já a faixa que dá título ao disco, “Os Anjos Cantam”, a dupla conta a história de um amor fulminante – algo do tipo: “estava escrito nas estrelas”! “Nosso amor veio de outras vidas. Eu vou te amar nas outras vidas que virão”, cantam eles.

Pergunta ao Abujamra

Inúmeros astistas já passaram pela sabatina de Abujamra
Muitas personalidades já passaram pela sabatina de Abujamra, dentre elas Jean Wyllys e Fábio Porchat.  Crédito: TV Cultura

“– Laura, o que é a vida?

– É uma coisa feita para perguntarmos “o que é a vida”?

– Laura, o que é a vida?

– …”

Muitas vezes, imaginei Antônio Abujamra me fazendo essa pergunta no “Provocações”, da TV Cultura. Mas, infelizmente, isso provavelmente só poderá acontecer em outro plano. Ou nos meus sonhos. Desde que soube da notícia da morte dele me senti meio órfã. E agora que vi que o Arnaldo Jabor pode ocupar um lugar no mesmo horário dele com um programa parecido, me senti mais órfã ainda.

Voltando à pergunta, sempre consegui imaginar uma resposta para a primeira vez que me indagaria. Mas a réplica me deixava sem palavras. E isso me intrigava. E só conseguia me sentir assim porque era ele quem estava falando. Não consigo pensar, pelo que conheço de TV atualmente, em outro comunicador que instigue e intrigue tanto ou mais quanto ele. Que incomode. Que não deixe acomodado. Que provoque. E isso é incrível!

Leia mais »