Profissão: constrangimento

Colaboradores de diversas áreas relatam assédio moral sofrido no ambiente de trabalho; especialistas explicam consequências

“Ô, Laura, minha gerente me chamou e falou que, pelas câmeras, me viu passando o número do telefone a você. E disse que se eu falasse algo sobre a empresa, me desligaria”. A intensidade do autoritarismo revelado, via Whatsapp, por Marisa*, fez com que esta pauta, caro leitor, mudasse completamente. A atendente de uma grande rede de fast food, alocada em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, iria nos contar sobre seu dia a dia no trabalho. Contudo, a partir da negativa de sua gerente, não foi possível, nem ao menos, saber seu sobrenome e sua idade. Aliás, a ameaça era maior do que se possa imaginar: “A gerente também disse que a empresa iria nos cassar. Falou que poderia ser perigoso para a imagem das duas. Aí, é melhor não fazer, pois corremos o risco de perder o emprego e não conseguir mais trabalho. Mas, obrigada, mesmo assim”.

Diante do obstáculo inesperado, não poderíamos apenas lamentar e procurar por outra personagem. Decidimos, então, escrever, justamente, sobre o que acabávamos de vivenciar: assédio moral – neste caso, praticado pelas empresas contra seus funcionários. À forma do que ocorreu com Marisa, inúmeras instituições abusam de seu poder para coibir, humilhar ou tirar proveito dos colaboradores.

Marcelo*, de 33 anos, também passou por maus bocados. Depois de um acidente no trabalho, as coisas não foram mais as mesmas. Ele é motorista de veículos para atendimento médico de urgência. Era dia de céu claro em 2014, véspera de carnaval, quando ele dirigia uma ambulância rumo à garagem da empresa. Foi quando a porta do automóvel abriu inesperadamente, e, ao tentar fechá-la, chocou-se com gravidade contra uma árvore.

Crédito: Rafael Viana
                                                                               Crédito: Laura Maria

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O pagodinho de Zeca

Zeca Pagodinho reúne características típicas do povo carioca. E não era para ser diferente! Nascido na Cidade Maravilhosa, desde a infância, ele já estava nas rodas de samba e, com o passar do tempo, desenvolveu seu lado malandro e boêmio – o cantor tem fama de ser um exímio apreciador de cerveja gelada.

O disco “Ser Humano” (Universal), então, reforça ainda mais o perfil de bom sambista do Rio de Janeiro, que Zeca tem orgulho no alto de seus 56 anos de vida. “Samba é o que sei fazer”, confirma ele, sem mais delongas, ao explicar a pegada de seu 23º álbum.
Na canção homônima ao novo trabalho, inclusive, Pagodinho reconhece a força não só do carioca, mas de todo o povo brasileiro. “O teu astral pra cima já é marca registrada”, canta ele, que, antes da fama, fez de tudo para levantar uma grana extra.

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A melhor canção do mundo

Ouça esta música enquanto lê o post.

Certa vez, li no jornal “Estado de Minas” algo a respeito de pessoas que não sentem prazer ao ouvir música. “A música não os toca” era o título da matéria que, a propósito, foi um dos enunciados de melhor sacada que já vi até hoje. Mas o que me deixou mais impressionada mesmo foi o fato de existir seres humanos que não sentem qualquer reação perante às melodias, seja elas quais forem. Ainda mais agora, que descobri uma canção que mexe muito comigo, mesmo que não saiba exatamente o porquê. Afinal, música é uma paixão, e paixão não se explica.

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