O indomável, o indefectível, o inigualável

A Rede Globo pode até deter os maiores produtos de comunicação em massa, com canal na TV fechada e na aberta, no rádio e na web, pode até ter um time de jornalistas que passou por uma rígida seleção, pode até ter um padrão de qualidade que as demais emissoras tentam copiar. Mas, uma coisa ela não tem. E, pelo que sei, jamais terá. Essa coisa, ou melhor, pessoa, chama-se Silvio Santos!

Sim, a Vênus Platinada não tem em sua equipe o maior comunicador do Brasil, quiçá da América Latina. Silvio não tem concorrentes. Algumas figuras midiáticas podem até tentar, como Luciano Huck ou Rodrigo Faro, mas ninguém se iguala a Silvio. Para alguns, o homem das notas de dinheiro em aviãozinho pode ser alguém legal, para outros, pode ser um mala. Mas, acredito que todos concordem que ele é ímpar!
Às vezes, me pego pensando na personalidade que, quando morrer, vai causar maior comoção nacional. Na minha cabeça, a notícia da morte de Silvio seria a mais chocante. Depois dele, Roberto Carlos e Xuxa. Vocês pensam em mais algum?

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Resistência ao longo dos anos

Reflexão de ‘A Revolução dos Bichos’ pode ser aplicada atualmente
Uma das características que marcam um clássico da literatura é a sua atemporalidade. Com “A Revolução dos Bichos” (Companhia das Letras) é assim. A primeira edição da obra de George Orwell completa 70 anos no mês que vem e traz para os leitores uma reflexão política e social. Escrito no fim da Segunda Guerra, o livro provoca uma discussão que ainda cabe nos tempos atuais.
No enredo, os animais da Granja do Solar, liderados pelos ideias de um porco, se rebelam contra o o dono da fazenda e, depois de um ataque, passam a comandar o local com as regras próprias, listadas em sete mandamentos. Liderados por outro porco, porém, os bichos começam a sentir que a realidade em que vivem não se tornou muito diferente da de quando estavam sob o domínio de um ser humano, já que o comportamento do líder se assemelha muito ao do antigo dono, que os obrigava a trabalhar a troco de ração diária.
A genialidade de Orwell começa na estrutura da escrita: ele retira dos homens o protagonismo e o transfere para os animais. Com esse tipo de narrativa, embasada nas fábulas, o escritor deixa claro o papel de cada personagem na trama.
Os porcos, por exemplo, são as criaturas que mais têm capacidade de pensar e, consequentemente, de poder. Eles conseguem sempre convencer os outros bichos, que têm o pensamento crítico pouco desenvolvido, de suas decisões.

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Para que servem as muitas redes sociais?

Super Notícia explica o uso das plataformas online de compartilhamento; artistas têm se utilizado delas cada vez mais

“Anitta publicou uma foto no Instagram”; “Xuxa respondeu a um comentário no Facebook”; e “Neymar postou uma declaração no Twitter”. Provavelmente, você já deve ter lido uma dessas frases ou mesmo ter ouvido alguém comentando sobre isso por aí. Porém, você sabe mesmo como funciona essas redes sociais e por que elas são tão importantes para alguns famosos? Pensando nessas questões, o Super Notícia faz um panorama do uso da internet pelos brasileiros, além de desvendar a funcionalidade das redes mais queridinhas entre as celebridades.

No Brasil, de acordo com a agência de notícias britânica “Reuters”, 108 milhões de brasileiros usam a internet atualmente. Desses, 70% se informam por meio das redes sociais.Ainda segundo o relatório, “os brasileiros estão entre os usuários mais importantes do mundo de blogs e redes sociais”. A afirmação ainda pode ser reforçada quando se observa os dados da pesquisa Futuro Digital em Foco Brasil 2015, da comScore, que apontam que 45% dos brasileiros gastam 650 horas em média somente com as redes sociais.
No toque dos dedos 
Das plataformas sociais online, o Facebook é a que ganha em número de acessos. Segundo a Pesquisa Brasileira de Mídia 2015, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (SECOM), o Face, como é comumente chamado, é utilizado por 86% dos internautas brasileiros. Criado em 2004 por Mark Zuckerberg, o site tem mais de 1 bilhão de usuários ativos no mundo e nele é possível adicionar outros usuários, trocar mensagens, compartilhar fotos e textos, além de participar de grupos, seguir páginas de interesse e, claro, apertar o botão curtir à vontade.

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Ilusões perdidas (de Luan Gonçalves)

Mocassim verde nos pés, calça saruel jeans com três botões laterais, camisa com decote em V, de onde se enxerga ralos pelos no peito. Ao menos três colares pendurados no pescoço. Dessa forma, Luan Gonçalves, o Baiano, trabalhou naquela quinta-feira. Quem comprou pipoca em seu carrinho, porém, só pôde ver o calçado colorido, já que um jaleco branco cobria todo o resto.

“Tenho um carrinho de pipoca, vendo coquinho e amendoim. Ganho muito mais do que quando fazia estágio na Record.” Quanto? “Depende da semana, às vezes tiro R$ 500 ou R$ 600. Daí, no fim do mês dá R$ 2.000. Também já faturei R$ 300, R$ 350 reais. Mas é mais do que ganhava no mês inteiro!”, enfatiza. A voz de Luan não vacila, apesar de uma escuridão invadir seus olhos enquanto fala.

Em 12 de janeiro de 2012, no fim de uma tarde quente em Eunápolis, interior da Bahia, Luan fechava a sua mala de couro – presente do avô – depois de ter colocado nela sua última calça saruel. Deu um beijo na testa enrugada de sua mãe. “Estou indo pra faculdade”, anunciou. A matriarca estava tranquila, pois sabia que o filho ficaria em segurança na casa de seus primos. Rogou-lhe bênçãos. “Vá com Deus, meu bem!”. E com um sorriso largo, Baiano partiu rumo a Belo Horizonte.

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Terapia em grupo

Acordou da pior maneira possível. Com o som do despertador. Já tinha se decidido a trocar o jeito como se levantaria da cama, mas a possibilidade de sair da inércia já o deixava em frangalhos, por isso, era melhor continuar acordando de forma trágica todos os dias a ter que modificar seus hábitos. “Você só vai conseguir mudar o que tem feito depois que for para terapia”, dissera seu médico, pelo menos nas últimas dez vezes que o visitara. Permanecer em casa, com saída quase que exclusiva para o consultório, só fez com que a hipocondria tomasse proporções maiores.

Como das últimas vezes que se consultara, a recomendação do especialista não surtiu nenhum efeito. Sabia que aquela coisa de contar todos os sofrimentos, temores e angústias para outra pessoa era só manipulação da classe médica para que sentissem o ego mais massageado. Sabia disso como ninguém.

Mas, naquela noite, depois de mais uma maratona de filmes, assistir ao “Clube da Luta” pela vigésima terceira vez fez com que uma nova ideia surgisse à cabeça: a terapia em grupo. Sabia o quanto aquilo era ridículo, mas se expor para um monte de viciados, malucos e drogados, de repente, lhe pareceu algo excitante. Quem sabe, assim como Jack (na pele de Edward Norton), não descobriria ali uma fonte de prazer alucinante.

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