Nascemos para o encontro com o outro, e não o seu domínio

Pode fazer promessas, pode fazer declarações de amor. Pode dar rosas, chocolates, viagens, vinhos. Pode ser obsessivo, pode ser indiferente. Pode ser gentil, pode ser grosso.

Pode.

Mas não consegue.

Enquanto não nos soubermos de mãos vazias, nus, imersos nas trevas e totalmente solitários, nunca saberemos onde está o outro. Fisicamente, sim, mas não em plenitude. Antes de encontrar o outro, temos que nos encontrar a nós mesmo, e só nos encontramos quando nos perdermos.

26 Sunrise Home to Beach 6July2013

Quando somos jovens, acreditamos que temos o mundo nas mãos. Livre de qualquer responsabilidade e obrigação. Somos inconsequentes. Mas chega uma hora em que isso pode mudar – e cada um sabe o seu tempo. Nos vemos frente com a nossa realidade. Cara a cara com o nosso eu. E então é que percebemos que estamos sozinhos, que nascemos sozinhos e que morreremos sozinhos.

Daí, estaremos livres. Libertos para construir a nossa própria história. Senhores e senhoras da nossa própria vida. Aí, então, é que poderemos, enfim, enxergar alguém, contemplá-lo e amá-lo. Afinal, “Nascemos para o encontro com o outro, e não o seu domínio”.

Texto inspirado em uma carta de Hélio Pellegrino enviada a Fernando Sabino e publicada no livro “O Encontro Marcado”.

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