Mãe, tô no Obvius!

Gente, o Cem Mais Palavras está ampliando seu horizonte! Agora, além de ficar hospedado neste lindo espaço, ele ocupa também o Obvius, o site de escrita colaborativa mais legal do universo! Tá esperando o que pra ir lá conferir essa belezura? =D

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Eletricista, engenheiro, arquiteto, pedreiro, doceiro e pai

“Vovô, faz um carro-helicóptero pra mim?”. A pergunta, feita há quatro meses por um de meus sobrinhos, fez com que meu pai pensasse, apenas por dez segundos, e respondesse: “Porque não?!”. Desde então, ele se dedicou a construir o primeiro carro-helicóptero da história deste país (sei que existem uns por aí, mas nenhum de brinquedo). E como o Miguel tem um irmão mais novo, a missão do sr. Luiz seria dupla: fazer dois carros que serviriam também como presente de aniversário, já que ambos são de outubro.

Esse pequeno acontecimento fez com que eu refletisse um pouco sobre a história deste homem, de 72 anos. Com apenas o “4º ano de grupo”, como diz o próprio, ele conseguiu comprovar que os estudos nem sempre valem mais do que a experiência, como Marisa Monte interpretou tão bem em Gentileza, “O que é mais inteligente? O livro ou a sabedoria?”.

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Você tem medo de se conhecer?

A mega arrumação no meu quarto, que, depois de horas debruçada sobre as mil coisas que a gente só descobre que tem quando olhamos pra elas, me deixou exausta. Mas me serviu para fazer a seguinte reflexão: se a limpeza no quarto já me deixou em frangalhos, imagina, então, por as coisas em ordem na alma, coração e mente?

Você percebe que precisa arrumar tudo quando as coisas no seu quarto começam a sair do lugar. Não é nada de um dia para outro. Um papel jogado aqui, uma saia dependurada ali… E quando você percebe, as coisas já não estão como queria. Assim é com o nosso interior. Vamos deixando as coisas acontecerem, sem darmos contas delas. E quando paramos para refletir, nos assustamos no quanto deixamos de ser donos da nossa vida e passamos a ser meros espectadores.

Neste momento, temos a mesma reação – para o quarto e para a alma. Sabemos que precisamos dar um jeito, mas vamos deixando pra depois, porque “ah, esta semana estou super apertada” e porque “nossa, não estou tendo tempo nem de pensar”. Mas podemos perder duas horas tranquilamente só rolando o mouse ou deslizando o dedo pela time line do Facebook. Afinal, o esforço mental chega a níveis baixíssimos nesses momentos.

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A manchete

Abri o Facebook. Incontáveis histórias sobre assassinato, roubo, estupro.

“Nossa, o mundo está cada vez pior. Todos os dias, notícias tão trágicas”.

Opa! Uma luz vem forte!

Notícias. Essa é a palavra-chave.

Se as coisas que leio são ruins, é porque tem alguém que queria que eu leia coisas são ruins. Esse alguém, ou algo, melhor dizendo, chama-se jornalismo. Ou melhor, critérios escolhidos por jornalistas que definem se algo é bom (vai dar audiência e gerar polêmica) ou ruim (poucos acessos e normalidade) de ser publicado.

Mas se um dia esses critérios foram escolhidos. E também um dia podem ser mudados. Quem sabe ao invés de os jornalistas irem atrás de notícias de morte, como abutres em volta da carniça, eles se debruçassem em matérias de vida. Sim, de nascimento.

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Navegar por outros mares

Sophia Abrahão lança álbum e afirma que quer se dedicar inteiramente à música

Ela já fez novela na Globo e na Record, tem um canal no YouTube, é dona de um blog e ainda é considerada it-girl – garota que dita tendências no mundo da moda. Para Sophia Abrahão, estar em movimento é fundamental. Por isso, agora, ela navega por outros mares e se prepara para lançar o seu primeiro disco solo.

O seu despertar para a música, porém, não aconteceu recentemente. “A temporada de ‘Rebeldes’, da Record, foi muito especial e marcante para mim. Principalmente por causa do meu envolvimento com a música, que se tornou mais forte a partir daí”, comentou ela, revelando que já não se imagina longe dos palcos. “Já tinha vontade de lançar um disco e, no ano passado, decidi que iria me dedicar inteiramente à música”, disse ela em entrevista ao Super Notícia.

E, se a artista já mostrou que é um talento nas telinhas, na música não tem sido diferente. Menos de três horas depois que seu álbum foi disponibilizado no iTunes, ele se tornou o disco brasileiro mais vendido. “Fiquei muito feliz com o lançamento do álbum. Os Tirulipos (maneira como ela chama os seus fãs) me apoiam sempre”, derreteu-se.

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Carta para Victor

Não posso te chamar de caro, amigo, querido, então, você será apenas

Victor,

Medo. Esse foi o primeiro sentimento que tive ao te ver. Estava sonolenta no banco da frente do carro, depois de um dia exaustivo, quando meu pai disse: “Não saiam. Tem um cara suspeito no portão”. Minha mãe no banco de trás não ouviu, abriu a porta e saiu. “Mãe, volta pro carro”, pedi, ao tomar consciência do que estava acontecendo. Ela retornou sem pestanejar, e meu pai desceu para entrarmos em casa.
Apreensão. Foi a segunda coisa que senti. Assim que eu e minha mãe passamos pra dentro, você entrou no carro e sentou-se no banco que eu estava. Ficou ali sem dizer nada. Meu pai falou pra você sair, e você obedeceu sem pronunciar uma palavra. Assim que meu pai arrancou o carro, você permaneceu onde estava: em frente à minha casa, empunhando o dedo como se estivesse apontando uma arma.
Angústia. Era o que eu sentia ao perceber que meu pai demorou ao voltar pra casa depois de ir guardar o carro na garagem dos meus avós – a dois quarteirões de onde moro. O celular da minha mãe tocou, e meu pai disse que estava atrás duma árvore, esperando a polícia chegar. Nesses minutos que sucederam, acompanhei, do andar de cima, todos os movimentos seus que pude enxergar. Era um olho em você, e outro atrás da árvore, onde meu pai permanecia. Lá, ele parecia muito mais suspeito que você.

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