Duas doses de blues e uma de chapada, por favor!

Foi tudo lindo! Não há melhor forma de descrever a Chapadas Folk’n Blues, realizada nos dias 14 e 15 de outubro, na Chapada de Ouro Preto. A música, o ambiente, as pessoas… Tava tudo tão harmonioso que nem a chuva atrapalhou os dois dias de evento.

Até mesmo quando fiquei perdida, quando o GPS indicou o lugar errado, e fomos parar numa estrada de terra sem saída, serviu de história para ser contada no futuro! Pois assim que pus os pés na Chapada – lugar maravilhoso, aliás – senti uma energia muito boa!

A começar pelo line-up do evento, que contou com feras mineiras do blues, do folk e do country. Os shows da bandas That’s All FolkThe Lee GangHollyBomba e Jam Session agitaram o público na sexta.

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Inesquecível e sedutora: assim é Buenos Aires

Depois de escrever duas histórias de pessoas que viram suas vidas transformadas depois de pegar a estrada, agora é está na hora de contar a minha. Claro que, comparada às delas, a minha é pequena. Para mim, porém, é extraordinária! E só de lembrar dos oito dias hermosos que vivi em Buenos Aires meu coração transborda!

A ideia de dar um rolê internacional pela primeira vez surgiu quando eu ingressei no curso de jornalismo e resolvi trocar a noite do baile de formatura pela viagem. Não sabia para onde nem quando. Só sabia que precisava atravessar a fronteira brasileira. Então, com meu salário de estagiária e venda de ovos de páscoa, de cestas e de tortas no trabalho acumulei um rico dinheirinho.

Buenos Aires foi o primeiro destino que me veio à mente. Também pensei na Bolívia. Mas quando dei por mim, estava desejando o primeiro destino mais que tudo! Simplesmente, quis conhecer lá. E quando falei amém, Deus mandou que seus anjos me acompanhassem.

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Obelisco – Avenida 9 de Julio

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Acomodar é verbo fora do meu dicionário

História da intercambista Ione Caetano, de 24 anos, contada por mim, Laura

Carrego em mim, desde sempre, a insatisfação. Ora me fazendo bem danado, ora me deixando frustrada por não conseguir concretizar tudo o que gostaria, esse espírito tão bem traduzido pelo Rolling Stones nunca me deixou quieta por muito tempo em alguma situação ou lugar. Por isso que, quando me arrisquei pela primeira vez nas terras do Tio Sam, já sabia que aquela não seria a única nem a maior viagem aos Estados Unidos.

E já que quando se manda uma mensagem ao Universo, tudo conspira a favor, coloquei minha coragem na mala e parti, mais uma vez, para os EUA, pouco mais de dois anos depois da minha primeira experiência. No Brasil, minha família e amigos ficaram esperando a volta completa da Terra em torno do Sol que concretizaria meu retorno ao país.

Mas como a insatisfação vive como chama ardente no meu coração, a poucos dias de voltar para o Brasil, acredito que eles ainda tenham que esperar por mais um ano até o meu regresso.

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Instinto de Loba, espírito de águia

História de Loba, de 23 anos, contada por mim, Laura

Aos 21 anos, meu currículo era de dar inveja em qualquer mortal em busca da felicidade. Tinha casa, carro, um bom emprego, viagens programadas, uma grana considerável e ainda alguém que me esperava em casa com carinho e com afeto. “Poxa, mas você é uma garota de sorte”, me diria um parente mais próximo. E eu era. Queria acreditar que sim. Mas nos segundos seguintes aos que apaguei as velas do meu bolo de aniversário, se apagou também em mim o sentido de tudo isso. Estremeci. Chorei. Estava perdida.

Na noite daquele fatídica comemoração, mal consegui dormir. Revisitei tudo aquilo pelo qual tinha passado e me senti extremamente só. Por que nada daquilo fazia sentido pra mim se era tudo o que eu sempre quis? Nesse instante, um insight me tirou daquele torpor: passei a vida inteira correndo atrás do sonho dos outros, não do meu. Saber disso foi uma espécie de libertação dolorosa. Senti o chão desaparecer sob os meus pés. Mas também descobri que, a partir daquele momento, era eu quem construiria meu próprio solo para me apoiar. E faria aquilo partindo para a estrada.

E se para muitos foi um choque quando eu terminei meu casamento e pedi demissão do meu trabalho, para mim foi um início de uma vida nova. É claro que as coisas não foram tão simples – para falar a verdade, nem tinha ideia do que estava fazendo -, mas aos poucos, e com ajuda de muitos, finalmente pus meus pés no acostamento e respirei profundamente. Nunca me senti tão completa.

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