Alex, a biografia

A história de um ídolo injustiçado na seleção e que encantou várias torcidas e gerações

Por Thiago Prata

Lá estava ele. Desiludido, frustrado, traído. A tristeza e o desânimo tomaram conta de seu corpo. E a mágica que fazia com os pés deu lugar a um período obscuro. As lágrimas que caíam dos olhos e de sua alma foram seguidamente acompanhadas de vários vícios. Abandonou a bola, sua melhor amiga, para flertar com novas paixões: a cerveja, o churrasco e o sorvete. Abusou da perigosa trinca, que transformou um jogador de futebol, tido como exemplo para muitos atletas, em um ser irreconhecível. Ficou gordo. Poucos acreditavam que pudesse dar a volta por cima. Mas o futebol é cíclico. E quem um dia está no chão, no outro, ressurge das cinzas. Como uma fênix. Uma fênix chamada Alex de Souza.

Antes de se tornar o craque da Tríplice Coroa de 2003, pelo Cruzeiro, um deus na Turquia e de seu regresso contagiante ao Coritiba, clube do coração, ele passou por uma fase melancólica. Quando tudo indicava que realizaria seu grande sonho, de disputar uma Copa do Mundo defendendo as cores do Brasil, em 2002, veio a lista da convocação sem seu nome.

Uma das maiores injustiças cometidas na história do combinado verde-amarelo é destrinchada em “Alex, a Biografia”. Mas trata-se de uma pequena parte da trajetória de um meia que marcou época, contada pelo próprio armador e por várias personagens essenciais – para o bem ou para o mal – da vida do ídolo da Raposa, do Palmeiras, do Coritiba e do Fenerbahçe, da Turquia.

Leia mais »